Filho: Evandro ameaçou ‘explodir tudo’

Evandro é julgado no Fórum de Guarulhos por ter matado a mulher e por tentar matar o filho

O menino Lucas, de 11 anos, filho do pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, reafirmou nesta quarta-feira (11) ao júri  do Fórum de Guarulhos, que seu pai teria dito que iria “explodir tudo” dentro do apartamento onde morava com sua mãe.

O promotor Rodrigo Merli disse que o menino preservou a versão apresentada em seu primeiro depoimento sobre a morte de sua mãe.

Lucas foi a primeira e principal testemunha do caso. Por isso, por ter passado mal na manhã desta quarta, provocou um atraso de 40 minutos no início do julgamento.

De acordo com o Ministério Público, o depoimento do menino foi suficiente para convencer os jurados.

“O depoimento do Lucas foi firme e coerente. Ele contou a mesma versão que ele declinou logo após os fatos, ou seja, não mudou nada. Ele foi preciso, não se atrapalhou, não gaguejou”, disse Merli.

De acordo com o depoimento, Lucas descreveu todos os fatos que aconteceram naquele dia.

“O pai chegou quando ele estava tomando banho e estava diferente de como costumava parecer, estava com os olhos vermelhos. O Lucas tinha saído do banho, ele pegou o menino pelo braço e jogou no sofá. Pegou a faca e, apesar do menino não ter visto [Evandro cortando a mangueira de gás], lembra de ter ouvido o pai dizer que ia explodir tudo”, afirmou Merli.

A morte de Andréia Cristina Bezerra Nóbrega aconteceu no mês de novembro de 2008, quando Evandro teve sua prisão decretada, e desde então esta foragido da justiça.

A defesa sustenta a ideia de que Andréia tentou matar o filho e cometeu suicídio, mas Josilene Bezerra Nóbrega Barros, irmã da vítima, não acredita nessa versão.

Durante seu depoimento, Josilene afirmou que Evandro era “arrogante e gostava de humilhar as pessoas”.

Além disso, Josilene relatou vários casos em que Evandro ameaçou Andréia e chegou até mesmo a agredi-la.

“Sempre tivemos muito medo dele, porque ele gritava muito e se tornava muito violento. Era um amor descontrolado o que ele sentia pela minha irmã. E ela tinha pavor dele, pois o Evandro falava que iria dar um tiro na boca dela, xingava de vagabunda, etc. Foram vários episódios”, disse a irmã.

Lucas e a psiquiatra Eliana Curatolo falaram ao júri pela manhã. Em seguida foi a vez da pediatra Maria Lúcia Bastos Passarelli, que cuidou do filho do casal quando ele esteve internado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Andressa Moscatelli, ex-noiva de Evandro, prestou depoimento arrolada pela defesa, onde defendeu o pagodeiro afirmando que sofreu ameaças de Andréia.

Logo após foi a vez da testemunha sigilosa da acusação A.N.S., que era dono de um estacionamento próximo ao apartamento de Andréia no Jardim Santa Mena.

Segundo A.N.S., no dia do crime, Evandro deixou o carro no estacionamento e mostrando sinais de embriagues e olhos vermelhos.

Confira o link da reportagem oficial (feita por mim) para o jornal Diário de Guarulhos aqui.

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