A realização de um sonho adolescente

O sonho de todo adolescente apaixonado por música, definitivamente, é estar no show de sua banda favorita. Mas, quando esse grupo não é do mesmo país que o seu as coisas ficam um pouco mais complicadas, dramáticas e tensas.

Com os sentimentos em ponto de ebulição, o drama de não saber se o sonho será realizado, ou não, torna-se, em alguns casos, o objetivo de vida destes seres humanos em processo de crescimento.

Como já dizia Freud, os jovens precisam de alguém para se inspirar com o intuito de quebrar o vinculo paterno, então esses “ídolos” (se assim podem ser chamados) são o escape que muitos encontram para buscar ideias, gostos e metas até ingressar na fase adulta.

Cada geração tem/teve seu movimento. Nos anos 90, as garotas – na grande maioria – eram fascinadas pelas boybands NYSNC e Backstreet Boys. Na entrada do século 21, a partir de 2001, os mais novos entraram na onda rebelde do sexteto RBD.

Da mesma maneira que ocorre em todos os estágios, além da paixão pelas canções, as roupas, a forma de falar, os penteados, tornam-se o desejo de consumo de cada um destes “fãs”.

Quando o RBD surgiu, eu estava prestes a entrar na adolescência, por volta dos 11 anos. Não conhecia nada a respeito do mundo da música, dos shows, ou de um rockstar. No mesmo embalo, amigas de idade próxima a minha, também compartilhavam desta mesma paixão (se assim pode-se dizer). Ou melhor, algumas delas iam além.

Eu era inocente. Gostava, imitava, sonhava, porém tinha consciente das condições financeiras exigidas para ir a um show daquela magnitude. Minha realidade naquele momento tornava aquilo completamente inviável. Diferente de minhas amigas. Elas lutaram, insistiram e conseguiram estar em praticamente todas as exibições daqueles artistas que também sucesso fizeram em solo brasileiro. A única coisa que as impediu de comparer em mais apresetações foram as notas vermelhas no colégio, causadas pela mania de “stalkear” a vida das celebridades. O que, com certeza, foi um dos maiores dramas que elas enfrentaram naquela época. Acredite, para um adolescente tão intenso, passar por isso é muito difícil, quase a morte.

Comigo, infelizmente (ou felizmente), isso não aconteceu. Passado algum tempo a paixão se foi, a maturidade chegou e as prioridades da vida surgiraram. Era hora de deixar de lado as paixões, pensar e agir com a razão.

Já maior de idade, consegui realizar não apenas o meu sonho, como o de minha irmã mais nova. Fomos, juntas, ao nosso primeiro show internacional de uma banda que gostamos. Foi há um ano, em setembro de 2013, quando comparecemos ao Carioca Club para a exibição inicial da norte-americana Skillet no Brasil. Depois de 17 anos reunidos (mesmo que alguns integrantes tenham sido substituídos) eles finalmente chegaram a terra do samba.

Ual, que show maravilhoso. Que emoção vibrante. A banda pode não ser a melhor do mundo, mas, para minha irmã e eu, aquelas duas horas foram muito importantes dentro de toda nossa história. Em nosso mundo, aquilo foi mágico, único e, certamente, eterno.

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