AEVP consegue mudança em curso para servidores readaptados

As duas fases de testes físicos agora serão realizadas através de testes teóricos

Ninguém escolhe ser vítima de uma fatalidade. Nenhuma pessoa quer sofrer as consequências de um acidente, nem passar o resto da vida com sequelas ou se tornar dependente de outros ou de algo. No entanto, todos os dias coisas inevitáveis acontecem. Reintegrar-se aos antigos ambientes, como serviço, família, e reestabelecer a independência, é um dos pontos principais para superar o ocorrido.

Esse é o caso dos servidores públicos readaptados. Eles têm todo o direito de voltar a atuar em suas funções, cabendo ao Estado o dever de garantir condições para tanto. Além de que, eles não querem ficar a mercê de aposentadoria ou em dependência de recursos fornecidos pelo governo, que são escassos.

Entretanto as coisas estão começando a mudar para os servidores públicos readaptados graças aos esforços de Antônio Carlos Ribeiro, um agente de escolta e vigilância penitenciária que não se conformou em ser destratado, queria melhorias de trabalho não apenas para si, mas para outros servidores readaptados.

Todos os servidores precisam fazer um curso técnico de especialização com três fases que é realizado pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária). No caso de Antônio, que é AEVP, é praticamente impossível concluir a segunda e terceira fase do curso, que se trata do Teste Físico de Aptidão, devido ao acidente, o que desfavorece os servidores que possuem debilidades físicas. No entanto, agora, os servidores que se encontrarem em estado de readaptação farão a segunda e terceira fase em testes teóricos.

Por causa disso, Antônio, que concluiu seu curso no ano passado, enviou um ofício à SAP em maio de 2013, informando que não conseguiria receber o certificado do curso devido a sua condição. E foi aí que passou a reivindicar melhorias não apenas para si, mas para os servidores públicos em geral.

No documento, o servidor relata que sua condição de readaptado o impossibilitaria de participar da fase II e III, não adquirindo o certificado para concorrer em pé de igualdade com os demais da sua categoria.

“Estamos lutando e vamos continuar até conseguir um curso específico para um servidor em readaptação. Eu fui atrás da readaptação, não fiquei dependendo do governo, até por que ele não me deu nada. Tudo que eu fiz ainda é pouco, nada foi feito. Precisamos continuar”, afirma Antônio Carlos em entrevista ao SIFUSPESP.

INÍCIO

Antônio é um exemplo de cidadania, superação e determinação. Foi vítima de um acidente de carro em janeiro de 2010 no percurso a caminho da Penitenciária de Iaras. Devido à colisão com outro veículo, sofreu politraumatismo craniano, fraturou a vértebra e quase ficou tetraplégico, além de várias outras lesões. Mas depois de 1 ano e 10 meses afastado para recuperar-se, voltou a trabalhar.

Desde que voltou ao trabalho, o agente não se manteve parado. Passou a lutar por melhorias mobilizando diversos outros servidores através da internet, onde mantem um blog e uma página no facebook, além de grupos na rede social, e está conseguindo reunir uma grande quantidade de outros servidores para a sua causa.

* Esta reportagem foi feita (por mim) enquanto trabalhava para o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo. Confira a matéria no site oficial SIFUSPESP.

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